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Dicas do Mestre
Aplicação de Massa Corrida PVA
A aplicação de massa corrida PVA é uma etapa fundamental para obtenção de superfícies lisas e uniformes antes da pintura final em paredes e tetos revestidos com argamassa. A massa PVA é indicada exclusivamente para áreas internas e ambientes secos, proporcionando acabamento fino, correção de pequenas imperfeições e eliminação de porosidades, preparando a base para a aplicação de tintas látex PVA ou acrílicas.
Antes da aplicação, é indispensável o preparo adequado da superfície. A parede ou o teto deve estar limpo, livre de poeira, graxa, mofo, partes soltas e restos de argamassa. Também é necessário verificar a existência de pontos de umidade, infiltração ou eflorescências, que devem ser corrigidos antes do masseamento, pois a presença de umidade compromete totalmente a aderência da massa corrida. Pequenas trincas devem ser abertas, escovadas e tratadas com selador ou massa apropriada.
A aplicação é realizada com desempenadeiras metálicas e espátulas de aço inox, espalhando a massa em camadas finas e sucessivas até nivelar a superfície. Após a secagem de cada demão, procede-se ao lixamento com lixas de granulometria variada — geralmente entre 120 e 220 — de acordo com o grau de regularização necessário. Essa etapa é responsável pelo acabamento fino, eliminando marcas da ferramenta e ondulações.
Para áreas externas ou paredes internas sujeitas à umidade, deve-se substituir a massa PVA pela massa acrílica, que possui maior resistência à água e intempéries, impedindo que o revestimento apresente bolhas, descascamento ou manchas decorrentes da umidade.
Um ponto crítico no processo é a grande quantidade de poeira gerada durante o lixamento. Em obras de reforma, especialmente em ambientes com mobiliário presente, essa poeira pode ser um problema. Necessário proteção cuidadosa dos móveis, pisos e equipamentos, além da utilização de aspiradores industriais ou lixas acopladas a sistemas de sucção. A poeira fina também demanda atenção à ventilação adequada do ambiente.
Durante a execução em tetos ou áreas elevadas, é imprescindível utilizar andaimes, plataformas móveis ou escadas duplas firmes, garantindo segurança e ergonomia aos aplicadores. O uso de EPI’s apropriados — como máscara PFF2, óculos de proteção, luvas e capacete — é obrigatório tanto na aplicação quanto no lixamento.
Observações adicionais:
- Massa corrida PVA é indicada apenas para áreas internas e secas. Utilize massa acrílica em áreas externas ou ambientes úmidos.
- Cuidado com a geração de poeira durante o lixamento, atenção especial em obras de reformas com mobiliário presente.
- Em paredes ou tetos já revestidos com gesso liso, a aplicação de massa corrida nem sempre é necessária. O gesso liso, quando bem executado, já proporciona uma superfície naturalmente plana e uniforme, capaz de receber diretamente a pintura após aplicação de um selador apropriado. No entanto, em casos onde o gesso apresenta pequenas imperfeições, porosidade excessiva, riscos ou emendas aparentes, a aplicação de uma camada fina de massa corrida PVA pode ser recomendada para aprimorar o acabamento.
- A massa corrida PVA é comercializada em embalagens com tamanho diversificado, permitindo ao consumidor escolher o volume mais adequado ao tamanho da obra ou serviço. As opções vão desde pequenas latinhas de 900 ml ou 1,5 kg, ideais para reparos e correções pontuais em pequenos ambientes, passando por baldinhos de 3,6 litros (conhecido comercialmente esta embalagem como “galão”), até as tradicionais latas de 18 litros, que oferecem melhor custo-benefício para áreas maiores (>18m2) ou serviços contínuos. Essa variedade facilita o planejamento da obra e evita desperdícios, já que o consumidor pode adquirir somente a quantidade necessária de acordo com o consumo previsto.
- Necessário uso de andaimes ou plataformas estáveis para aplicação em tetos.
- Uso obrigatório de EPI’s: máscara, óculos, luvas e capacete.
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Nota ao Usuário
As estimativas de consumo de materiais, mão de obra e custos apresentadas neste site têm caráter informativo e são baseadas em referências técnicas e condições médias de execução de serviços de construção civil.
Na prática, esses valores podem apresentar variações em função de diversos fatores, como habilidade e experiência dos profissionais contratados, cuidados na execução, condições de trabalho, desperdícios de materiais, produtividade individual, qualidade dos produtos escolhidos, variações regionais de preço e forma de compra (atacado/varejo).
Por esses motivos, os resultados aqui apresentados devem ser utilizados como estimativa preliminar e de apoio ao planejamento. Eles não substituem a análise, o projeto e a responsabilidade técnica de um engenheiro ou arquiteto legalmente habilitados, nem dispensam a cotação de preços junto a fornecedores e profissionais da sua região.
O Mestre de Obra e seus autores não se responsabilizam por decisões de compra, contratação ou execução de serviços tomadas exclusivamente com base nas informações deste site. Cabe ao usuário validar os dados, adaptar os resultados à realidade da sua obra e consultar sempre um profissional especializado.