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Dicas do Mestre
Revestimento de piso com pedra Mineira.

A pedra mineira é um termo consagrado no mercado brasileiro para designar quartzitos de clivagem natural — como o a Pedra São Tomé, Pedra Caxambu e afins — muito usados em áreas externas por sua textura antiderrapante, conforto térmico e visual natural. Com superfície levemente esfoliada (clivada), essa rocha apresenta alta resistência à compressão e boa estabilidade às intempéries, sendo ideal para decks de piscina, varandas, rampas, calçadas, jardins e áreas de transição entre o exterior e o interior. Também pode ser aplicada em áreas internas, quando se deseja um acabamento rústico-chic, mantendo a praticidade de limpeza.
Um dos atrativos da pedra mineira é a paleta de cores, que inclui tons de branco, bege, creme, amarelo palha, rosado, cinza e verde-claro, muitas vezes com variações sutis entre placas que enriquecem o desenho do piso. Os formatos mais comuns são placas regulares serradas (30×30, 40×40, 50×50 cm, entre outros) e cacos irregulares (placas quebradas que compõem mosaicos orgânicos). A espessura varia tipicamente de 1,0–1,5 cm (placas finas) a 2,0–3,0 cm (placas mais robustas), e essa variação influencia diretamente o consumo de argamassa e o nivelamento durante o assentamento.
Em pisos externos e áreas sujeitas à umidade, recomenda-se argamassa colante AC-III. Em placas claras (brancas, amarelas e cremes), é conveniente utilizar argamassa branca para evitar o sombreamento da pedra. Quando a base exigir correções, pode-se utilizar espátula com dentes de 10–12 mm ou, em casos específicos, argamassa de cimento e areia traço 1:4 (camada grossa), sempre com aditivos para melhorar aderência. O rejunte pode ser cimentício flexível (áreas externas) ou epóxi quando se busca menor absorção e manutenção mais simples.
A pedra mineira oferece alto desempenho antiderrapante mesmo molhada, conforto térmico (não aquece excessivamente ao sol), durabilidade e estética natural atemporal – ideal para decks de piscinas e varandas. Sua variedade de cores e formatos permite composições que vão do orgânico (cacos) ao contemporâneo (placas retilíneas), com excelente integração paisagística. É um revestimento versátil, com manutenção relativamente simples quando impermeabilizado após a instalação.
Importante observar que, como a maioria das pedras naturais, apresenta porosidade — sobretudo nas versões claras — e pode manchar com óleos, ferrugem ou terra se não receber hidrofugante/impermeabilizante adequado.
Sobre custos e manutenção:

- O preço médio da pedra mineira (como o quartzito São Tomé, Caxambu e equivalentes) varia entre R$ 40,00 e R$ 120,00/m² nas versões naturais ou em cacos, podendo chegar a R$ 160,00/m² em placas serradas e selecionadas de cores claras e espessura uniforme (tipo exportação).
- O custo de mão de obra para assentamento situa-se entre R$ 70,00 e R$ 110,00/m², dependendo do formato das placas (cacos exigem mais tempo e rejunte) e das condições de nivelamento do contrapiso.
- Devido à variação de espessura e ao relevo do verso, o consumo de argamassa é superior ao de cerâmicas lisas, situando-se em torno de 7 a 12 kg/m² (podendo chegar a 14 kg/m² em placas mais irregulares). O consumo de rejunte costuma ficar entre 0,4 e 0,8 kg/m², variando conforme a largura da junta (geralmente 5–10 mm).
- Para manter a aparência natural e reduzir a absorção de manchas, recomenda-se aplicar impermeabilizante acrílico ou resina hidrorrepelente logo após o rejuntamento e reaplicar a cada 12 a 24 meses.
- Evite o uso de produtos ácidos, alvejantes ou abrasivos na limpeza. Prefira água, vassoura de cerdas macias e detergente neutro para conservar o brilho e a cor originais da pedra.
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Nota ao Usuário
As estimativas de consumo de materiais, mão de obra e custos apresentadas neste site têm caráter informativo e são baseadas em referências técnicas e condições médias de execução de serviços de construção civil.
Na prática, esses valores podem apresentar variações em função de diversos fatores, como habilidade e experiência dos profissionais contratados, cuidados na execução, condições de trabalho, desperdícios de materiais, produtividade individual, qualidade dos produtos escolhidos, variações regionais de preço e forma de compra (atacado/varejo).
Por esses motivos, os resultados aqui apresentados devem ser utilizados como estimativa preliminar e de apoio ao planejamento. Eles não substituem a análise, o projeto e a responsabilidade técnica de um engenheiro ou arquiteto legalmente habilitados, nem dispensam a cotação de preços junto a fornecedores e profissionais da sua região.
O Mestre de Obra e seus autores não se responsabilizam por decisões de compra, contratação ou execução de serviços tomadas exclusivamente com base nas informações deste site. Cabe ao usuário validar os dados, adaptar os resultados à realidade da sua obra e consultar sempre um profissional especializado.