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Dicas do Mestre
Cuidados necessários na remoção de forro de gesso.

A remoção de forro de gesso é um serviço extremamente comum em obras de reforma e modernização de ambientes. O forro existente pode ser composto por placas de gesso 60 cm x 60 cm apoiadas em perfis metálicos ou por gesso acartonado (drywall), fixado em estruturas de aço galvanizado. Apesar de diferenças construtivas entre os dois sistemas, o processo de demolição é muito semelhante, exige praticamente o mesmo ferramental e demanda cuidados específicos para evitar acidentes e danos ao restante da edificação.
Por se tratar de um material frágil, a remoção geralmente é realizada de forma manual, utilizando ferramentas simples como espátulas, alavancas, martelos, chaves de fenda e serras manuais para cortar perfis metálicos quando necessário. Em muitos casos, basta deslocar as placas ou cortar pequenos trechos da estrutura para que as peças se soltem. Devido à sua natureza quebradiça, o gesso quase nunca permite reaproveitamento — portanto, a retirada deve ser planejada considerando o descarte integral do material.
Assim como em qualquer serviço de demolição interna, o acúmulo de entulho sobre lajes deve ser evitado. Placas de gesso podem não parecer pesadas individualmente, mas quando acumuladas em grande volume podem gerar sobrecarga significativa em pontos localizados. O ideal é recolher o material em recipientes menores, sacos resistentes ou latas plásticas, transportando periodicamente o entulho até uma caçamba estacionária ou área externa adequada.
Antes de iniciar a remoção, é essencial verificar se há instalações elétricas, dutos de ar condicionado, tubulações hidráulicas ou sistemas de combate a incêndio acima do forro. Muitos desses elementos podem estar apoiados nos perfis metálicos e, ao serem removidos sem cuidado, podem cair ou romper tubulações. Também é fundamental desenergizar circuitos elétricos da região, evitando riscos de choque.
A poeira é um dos fatores mais incômodos durante a remoção de forros de gesso. Recomenda-se proteger portas, móveis e aberturas com lonas ou plásticos, além do uso obrigatório de EPIs como máscara contra poeira, óculos, capacete, luvas e botas. Caso a obra esteja em condomínio, devem ser observados os horários permitidos para ruídos e regras de circulação, inclusive sobre o uso de elevadores de serviço para remover entulhos.
O descarte deve ser realizado de maneira ambientalmente adequada. O gesso não pode ser lançado em terrenos baldios, bueiros ou misturado a resíduos orgânicos. O ideal é utilizar caçambas estacionárias destinadas a resíduos da construção civil e contratar empresas licenciadas para transporte e bota-fora.
Durante a remoção, os operários precisam ser orientados sobre itens que devam ser preservados: luminárias reaproveitáveis, dutos, eletrocalhas, sprinklers e suportes estruturais. A falta de comunicação pode gerar danos e custos adicionais ao cliente.
Observações adicionais:
- Forros antigos podem conter instalação elétrica irregular (fios soltos ou emendas expostas); atenção redobrada ao iniciar o serviço.
- Muitos forros de gesso escondem infiltrações e pontos de umidade — aproveite a remoção para identificar e corrigir essas patologias.
- Em ambientes comerciais, verifique se há necessidade de desmontar sensores, sprinklers e dispositivos de segurança antes da retirada do forro.
- O custo do serviço varia de acordo com a altura do pé-direito, nível de dificuldade de acesso e quantidade de instalações existentes acima do forro.
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Ferramentas & EPIs para este serviço
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Nota ao Usuário
As estimativas de consumo de materiais, mão de obra e custos apresentadas neste site têm caráter informativo e são baseadas em referências técnicas e condições médias de execução de serviços de construção civil.
Na prática, esses valores podem apresentar variações em função de diversos fatores, como habilidade e experiência dos profissionais contratados, cuidados na execução, condições de trabalho, desperdícios de materiais, produtividade individual, qualidade dos produtos escolhidos, variações regionais de preço e forma de compra (atacado/varejo).
Por esses motivos, os resultados aqui apresentados devem ser utilizados como estimativa preliminar e de apoio ao planejamento. Eles não substituem a análise, o projeto e a responsabilidade técnica de um engenheiro ou arquiteto legalmente habilitados, nem dispensam a cotação de preços junto a fornecedores e profissionais da sua região.
O Mestre de Obra e seus autores não se responsabilizam por decisões de compra, contratação ou execução de serviços tomadas exclusivamente com base nas informações deste site. Cabe ao usuário validar os dados, adaptar os resultados à realidade da sua obra e consultar sempre um profissional especializado.