Como embutir tubulações na parede
A arquitetura tradicional procura esconder tubulações dentro de paredes, pisos e forros. O resultado costuma ser bonito e discreto, mas fazer isso corretamente nem sempre é simples: não podemos sair quebrando paredes, lajes e vigas sem saber exatamente o que existe ali.
Quando uma instalação hidráulica fica embutida, o ambiente ganha um aspecto mais limpo. Tubos de água, esgoto e ventilação desaparecem atrás do revestimento e ficam visíveis apenas registros, torneiras, válvulas e demais pontos de utilização.
Essa solução, porém, possui uma desvantagem importante: aquilo que fica escondido também fica mais difícil de acessar.
Um pequeno vazamento dentro da parede pode exigir a retirada de revestimentos. Para substituir um registro defeituoso, talvez seja necessário quebrar azulejos, remover argamassa e depois reconstruir tudo.
É justamente por esse motivo que projetos contemporâneos utilizam cada vez mais shafts, paredes técnicas, sancas, forros removíveis e outros espaços destinados exclusivamente às instalações.
No extremo oposto está o chamado estilo industrial, que assume as tubulações como parte da arquitetura. Redes hidráulicas, elétricas e de climatização podem permanecer aparentes, reduzindo rasgos, enchimentos e quebras futuras.
Mas deixar a tubulação aparente não significa simplesmente “não esconder”. Para ficar bonito, os tubos precisam estar perfeitamente alinhados, aprumados, bem fixados e organizados. Uma instalação aparente torta não parece industrial: parece apenas uma instalação malfeita.
Primeiro compatibilize os projetos
Antes que alguém pegue a marreta, é preciso saber por onde cada tubulação deverá passar.
Compete ao arquiteto, engenheiro ou profissional responsável pela compatibilização dos projetos verificar interferências entre:
- instalações hidráulicas;
- estrutura;
- alvenaria;
- portas e janelas;
- instalações elétricas;
- ar-condicionado;
- forros;
- revestimentos.
Um tubo de esgoto de 100 mm, por exemplo, não desaparece magicamente dentro de qualquer parede. Se a alvenaria tiver apenas 9 cm de espessura, o tubo é maior que a própria parede.
Também não adianta o projeto hidráulico prever uma prumada exatamente no lugar onde o projeto arquitetônico colocou uma janela.
Outra situação ainda mais séria ocorre quando uma tubulação encontra uma viga ou outro elemento estrutural.
Não se deve cortar uma viga, pilar ou armadura porque “o tubo precisa passar ali”. Furos e aberturas em elementos estruturais alteram a distribuição dos esforços e precisam estar previstos no projeto ou ser analisados pelo engenheiro estrutural.
Em alvenaria estrutural, o cuidado é ainda maior. A própria parede participa da sustentação do edifício. Portanto, rasgos e instalações internas precisam estar previstos no sistema construtivo e não devem ser executados como se a parede fosse apenas uma vedação.
Demarcação dos locais onde serão feitos os rasgos
A primeira etapa prática é marcar na parede onde deverão ser realizados os rasgos.
Normalmente o encanador utiliza:
- trena;
- nível;
- mangueira de nível ou nível a laser;
- linha;
- giz ou lápis de obra.
Devem ser demarcados os eixos das tubulações e a posição dos pontos de utilização: chuveiro, lavatório, vaso sanitário, pia, tanque, registros e demais equipamentos.
É importante conferir as alturas antes da abertura dos rasgos.
Imagine descobrir, depois da parede fechada e revestida, que o ponto da torneira ficou 10 cm fora do centro da bancada. Corrigir uma linha desenhada com giz leva alguns segundos. Corrigir uma tubulação já chumbada pode significar começar o serviço novamente.
Durante a demarcação aparecem frequentemente dúvidas que não estavam evidentes no projeto. Uma parede pode ter sido executada alguns centímetros fora da posição prevista. Uma porta pode ter mudado de lugar. A estrutura pode apresentar uma interferência não percebida anteriormente.
Nesses casos, não convém tomar decisões improvisadas. Mudar o caminho de uma tubulação pode alterar:
- declividades de esgoto;
- ventilação sanitária;
- posição de registros;
- perdas de carga;
- diâmetros;
- possibilidade de manutenção futura.
Quando houver dúvida, pare e consulte o responsável técnico. Cinco minutos de conversa podem evitar horas de demolição depois.
Rasgo feito com talhadeira e marreta
A maneira mais simples e antiga de abrir um rasgo é utilizar talhadeira e marreta. O operário vai removendo cuidadosamente uma das faces dos blocos até criar espaço suficiente para alojar a tubulação.
A produtividade varia bastante conforme o material da parede. Blocos cerâmicos leves são relativamente fáceis de rasgar. Já blocos de concreto apresentam resistência muito maior e aumentam o esforço e o tempo do serviço.
O trabalho manual ainda pode ser uma boa opção para:
- pequenos reparos;
- trechos curtos;
- ajustes próximos de outros elementos;
- locais de difícil acesso para máquinas.
Entretanto, em uma obra com dezenas de pontos hidráulicos, utilizar somente ferramentas manuais reduz bastante a produtividade.
A demolição também lança pequenos fragmentos de blocos e argamassa com velocidade. O trabalhador deve utilizar os equipamentos de proteção adequados ao serviço, incluindo proteção para olhos, mãos, audição e vias respiratórias conforme os riscos existentes.
Rasgos com ferramentas elétricas
Ferramentas elétricas aumentam significativamente a produtividade e melhoram a regularidade dos cortes.
Existem máquinas próprias conhecidas como cortadoras ou fresadoras de parede. Muitos modelos possuem dois discos diamantados paralelos, permitindo definir simultaneamente a largura do rasgo.
Depois dos cortes, remove-se o material existente entre eles com talhadeira ou martelete.
A largura e a profundidade máximas dependem do modelo da máquina. Existem equipamentos pequenos para instalações residenciais e máquinas profissionais capazes de executar rasgos maiores.
Outra ferramenta muito utilizada no canteiro é a serra mármore ou cortadora portátil com disco diamantado apropriado para alvenaria. Nesse caso, normalmente são feitos dois cortes paralelos e depois a faixa intermediária é demolida.
Uma grande vantagem é produzir um rasgo relativamente reto e controlado. A grande desvantagem é a poeira.
Cortar bloco cerâmico, argamassa ou concreto a seco pode produzir grande quantidade de partículas finas. Sempre que possível, utilize ferramentas com sistema de aspiração ou métodos de controle de poeira compatíveis com o equipamento. Além de melhorar as condições de trabalho, isso facilita bastante a limpeza posterior.
E quando aparece concreto no caminho?
As tubulações verticais precisam frequentemente atravessar lajes para passar de um pavimento ao outro. Abrir um pequeno furo pode parecer simples, mas uma laje é um elemento estrutural.
Ferramentas manuais como ponteiro e marreta podem ser usadas em determinados trabalhos, porém os marteletes perfuradores e rompedores tornam o serviço muito mais rápido. Existem desde pequenos marteletes semelhantes a uma furadeira robusta até equipamentos demolidores pesados.
Para furos circulares bem definidos, outra opção profissional é a perfuratriz diamantada, também conhecida como sistema de coroa diamantada. Ela consegue produzir uma abertura muito mais regular que uma demolição feita a golpes.
Mas independentemente da ferramenta, existe uma pergunta importante: e se aparecer uma barra de aço?
-> Não corte automaticamente.
Em uma laje, a posição da abertura, o tamanho, o sistema estrutural e as armaduras existentes precisam ser considerados. A NBR 6118 estabelece critérios específicos para furos e aberturas em elementos de concreto.
Em vigas, o cuidado deve ser ainda maior. Existem situações em que furos podem ser previstos pelo projeto estrutural, obedecendo limitações de dimensão, posição e armaduras. Isso é muito diferente de abrir posteriormente um buraco porque a tubulação encontrou a viga.
Travessias de vigas e pilares devem ser definidas com o engenheiro estrutural.
Deixe as passagens preparadas antes da concretagem
A melhor demolição de concreto é aquela que não precisa ser feita.
Quando os projetos estão compatibilizados antes da execução da estrutura, podem ser previstas passagens para determinadas tubulações.
Uma solução comum consiste em colocar uma luva ou tubo de espera com diâmetro maior que a futura canalização no local da concretagem. O concreto é lançado ao redor dessa peça e, posteriormente, a tubulação definitiva passa pela abertura deixada.
Mas há um detalhe: a posição precisa estar correta. Uma espera deslocada 20 cm pode servir para absolutamente nada e ainda deixar um furo desnecessário na laje.
Por isso, antes da concretagem, convém conferir os pontos com trena e eixos de referência.
Em aberturas maiores, o projeto estrutural pode prever armaduras adicionais ao redor do furo. Quanto maior e mais importante for a abertura, menor deve ser o espaço para improvisação.
Remova o entulho antes de começar a montagem
Terminada a abertura dos rasgos, o ambiente normalmente fica cheio de pedaços de bloco, pó, argamassa e fragmentos de concreto.
É hora de limpar.
A instalação hidráulica envolve:
- cortes precisos;
- limpeza de tubos e conexões;
- colagens;
- montagem de roscas;
- aplicação de produtos de vedação;
- conferência de alinhamento.
Executar tudo isso em meio a pilhas de entulho não ajuda. Além de atrapalhar a circulação do encanador, sujeira pode contaminar superfícies que precisam estar limpas para a execução de juntas e colagens.
Um dos segredos de uma boa união adesiva é trabalhar com as superfícies corretamente preparadas e limpas, seguindo as instruções do fabricante do sistema.
Portanto, pense na obra em etapas: primeiro quebrar, depois limpar, depois instalar. Misturar tudo ao mesmo tempo normalmente produz apenas um canteiro mais confuso.
Cuidado com rasgos horizontais
Rasgos verticais costumam afetar uma faixa relativamente pequena da parede. Já um rasgo horizontal pode enfraquecer um trecho muito maior.
Imagine uma alvenaria de vedação com aproximadamente 9 cm de espessura e a necessidade de alojar um tubo de 50 mm. O rasgo irá demolir quase 60% da espessura da parede
Dependendo do bloco e da profundidade necessária, grande parte de sua seção pode desaparecer.
Agora imagine esse rasgo atravessando vários metros da parede na horizontal. O problema deixa de ser apenas esconder um cano: pode comprometer a estabilidade da própria alvenaria.
Por esse motivo, rasgos horizontais profundos e extensos precisam ser avaliados cuidadosamente, principalmente em paredes muito finas.
Se a parede for de alvenaria estrutural, não aplique essas soluções por conta própria. A parede faz parte da estrutura e qualquer corte deve obedecer ao projeto do sistema.
Nas alvenarias de vedação, algumas estratégias de planejamento podem diminuir o problema.
-> Instalar a tubulação durante a execução da parede
Esta costuma ser uma das melhores alternativas.
Suponha que um ramal horizontal esteja previsto a aproximadamente 80 cm do piso. O pedreiro executa a alvenaria até aquela altura. O instalador entra em seguida e posiciona a tubulação. Depois, o levantamento da parede continua.
Assim, em vez de construir uma parede inteira para depois destruir uma faixa dela, as duas equipes trabalham de maneira coordenada. É mais lógico, produz menos entulho e normalmente exige menos reparo.
-> Executar trechos controlados
Quando um rasgo extenso for inevitável em uma parede de vedação, o responsável pela obra pode definir uma sequência de execução que preserve sua estabilidade, evitando demolir simultaneamente uma faixa muito longa.
A dimensão de cada trecho e o procedimento de recomposição devem ser definidos de acordo com o tipo e a espessura da alvenaria.
Não é recomendável adotar uma metragem fixa, como 1,00 m ou 1,50 m, para qualquer parede. Um bloco cerâmico de vedação, um bloco de concreto e uma parede alta e esbelta possuem comportamentos diferentes.
O mesmo vale para a ideia de “reforçar” a parede apenas aplicando revestimento dos dois lados. O revestimento pode contribuir para o comportamento do conjunto, mas não transforma uma parede profundamente cortada em uma parede automaticamente segura.
O que são as “bonecas”?
Imagine uma prumada de esgoto com tubo de 100 mm instalada ao lado de uma parede com aproximadamente 9 cm de espessura. Não existe milagre geométrico: o tubo simplesmente não cabe dentro dela.
Uma solução tradicional é construir uma pequena caixa de alvenaria ao redor da tubulação. Ela aparece frequentemente nos cantos de banheiros, cozinhas e áreas de serviço como um pequeno ressalto vertical.
No canteiro de obras, esse enchimento construído para esconder a canalização é chamado de “boneca”. É uma solução simples, mas nem sempre muito elegante.
Se o volume for pequeno, pode praticamente desaparecer depois dos revestimentos. Quando é executado sem planejamento, surge aquele estranho quadrado no canto do banheiro que ninguém sabe explicar porque existe.
Arquitetos preferem integrar essas instalações no projeto do ambiente. Uma alternativa é criar uma parede de enchimento ou parede técnica. Em vez de esconder apenas o tubo, cria-se um plano contínuo à frente dele. Perdem-se alguns centímetros de área, mas o acabamento fica muito mais limpo e elegante.
Esse espaço pode inclusive receber várias instalações simultaneamente.
Várias tubulações no mesmo lugar
Em edifícios maiores, é comum concentrar diversas prumadas próximas umas das outras. Por exemplo:
- tubo de esgoto de 100 mm;
- tubulação de água fria;
- tubulação de recalque ou alimentação de reservatório;
- ventilação sanitária;
- eventualmente redes de água quente ou outras instalações.
Um conjunto desses pode ocupar 20, 30 cm ou ainda mais.
Nesse momento, insistir em chamar aquilo de simples “rasgo na parede” deixa de fazer sentido.
O melhor geralmente é criar um shaft ou fechamento técnico.
O shaft apresenta uma vantagem enorme: pode possuir uma tampa ou trecho de fechamento removível, permitindo manutenção futura sem demolir uma parede inteira.
Em banheiros e áreas de serviço, alguns centímetros perdidos para criar um bom shaft podem economizar muita dor de cabeça durante a vida útil da edificação.
Como usar tela de estuque?
Em determinadas situações, as tubulações ficam próximas da superfície e precisam receber revestimento. O problema é que o PVC possui superfície relativamente lisa e não oferece a mesma condição de aderência de uma parede de alvenaria.
Se simplesmente cobrirmos um conjunto largo de tubos com uma grande espessura de argamassa, podem ocorrer fissuras ou destacamentos.
Uma solução tradicional é criar um suporte para o revestimento utilizando tela apropriada para argamassa, muitas vezes chamada no canteiro de "tela de estuque".
A tela cria uma base mecânica para a argamassa e ajuda a distribuir tensões na transição entre materiais diferentes.
Ela pode ser metálica ou constituída por outros materiais apropriados ao sistema de revestimento.
A instalação deve ser feita de forma que a tela:
- não fique simplesmente solta sobre os tubos;
- seja fixada em substrato resistente ao redor da abertura;
- ultrapasse a região ocupada pelas tubulações;
- permita envolvimento adequado pela argamassa;
- seja compatível com o ambiente e com o revestimento utilizado.
Não existe vantagem em colocar uma tela perfeitamente resistente se ela estiver presa apenas nas próprias tubulações que deveria revestir.
O objetivo é formar uma ponte entre as regiões firmes da parede.
Em áreas sujeitas à umidade, a escolha da tela também precisa considerar durabilidade e risco de corrosão.
Quando o volume a esconder é muito grande, entretanto, talvez seja melhor abandonar a ideia de uma grossa camada de argamassa e executar uma parede técnica, fechamento em placa metálica ou shaft.
Como fechar os rasgos depois da instalação?
Antes de fechar qualquer tubulação, confira o serviço.
Verifique:
- posição dos pontos;
- alinhamento;
- fixação;
- declividade dos tubos de esgoto;
- colagens e juntas;
- posição dos registros;
- eventuais testes de estanqueidade.
Fechar primeiro para testar depois é uma excelente maneira de criar trabalho em dobro.
A canalização não deve depender da argamassa de fechamento como único meio de permanecer na posição. Durante a montagem, devem ser utilizados os métodos adequados de fixação ou posicionamento previstos para o sistema.
Depois da inspeção e dos testes necessários, o rasgo pode ser recomposto com material compatível com a parede e com a espessura a preencher.
Em regiões largas ou na transição entre materiais diferentes, pode ser necessária tela de reforço para reduzir o aparecimento de fissuras no revestimento.
Sancas e forros podem evitar muitos rasgos
Nem toda tubulação precisa entrar na parede.
Redes horizontais podem muitas vezes passar abaixo da laje e serem escondidas por um forro.
Se estiverem próximas ao encontro da parede com o teto, uma pequena sanca pode ser suficiente. Mas quando atravessam o ambiente, pode ser necessário um forro completo.
Essa solução apresenta várias vantagens:
- reduz rasgos em paredes;
- evita determinadas intervenções na laje;
- facilita a manutenção;
- permite concentrar instalações;
- dispensa revestimento convencional da face inferior da laje;
- facilita instalação de luminárias embutidas;
- permite iluminação indireta e outros detalhes arquitetônicos.
É muito utilizada em banheiros, cozinhas, corredores e áreas de serviço de prédios residenciais e comerciais.
A altura do espaço técnico deve ser definida no projeto conforme os diâmetros, declividades, cruzamentos e acessórios necessários. Valores da ordem de 20 a 25 cm podem resolver muitas instalações residenciais, mas não devem ser tratados como regra universal.
Um tubo de esgoto precisa de declividade. Um joelho ocupa altura. Duas redes podem precisar se cruzar. Portanto, o espaço entre laje e forro deve nascer da compatibilização dos projetos.
Planeje pensando na manutenção futura
Existe uma tentação natural durante a construção: esconder tuds as instalações. O problema é que uma idificação não termina no dia da entrega das chaves.
Registros eventualmente precisam ser substituídos. Conexões podem apresentar vazamentos. Redes podem entupir. Instalações podem ser modificadas.
Por isso, determinados pontos devem permanecer acessíveis.
Shafts com fechamento removível, portas de inspeção, sancas acessíveis e forros desmontáveis podem parecer pequenos detalhes durante a construção, mas fazem enorme diferença anos depois.
A NBR 5626 chama justamente a atenção para essa questão: instalações que não precisam ficar permanentemente enterradas ou embutidas oferecem melhores condições de inspeção e manutenção.
Em outras palavras, esconder tudo é bonito, mas esconder tudo sem pensar em como acessar depois, pode custar muito caro.
Resumo
- As tubulações devem ser compatibilizadas com arquitetura, estrutura e demais instalações antes da execução dos rasgos.
- Não faça furos ou cortes em vigas, pilares ou outros elementos estruturais sem análise do engenheiro estrutural.
- Em alvenaria estrutural, rasgos e tubulações precisam obedecer ao projeto específico do sistema.
- Demarque cuidadosamente os caminhos e pontos antes de começar a quebrar a parede.
- Talhadeira e marreta funcionam bem para pequenos serviços, mas possuem baixa produtividade em grandes quantidades.
- Cortadoras de parede, serras diamantadas e marteletes aumentam muito a velocidade da execução.
- Ferramentas de corte exigem controle de poeira e equipamentos de proteção adequados.
- Travessias de lajes devem ser previamente planejadas sempre que possível.
- Deixar luvas e passagens durante a concretagem evita demolições posteriores.
- Nunca corte uma armadura encontrada durante a abertura de um furo sem avaliação técnica.
- Depois da demolição, retire entulho e poeira antes de iniciar as colagens e montagens.
- Rasgos horizontais extensos podem enfraquecer seriamente paredes finas.
- Quando possível, instale tubulações horizontais enquanto a própria alvenaria está sendo executada.
- Tubulações de grande diâmetro podem ser escondidas por “bonecas”, paredes de enchimento ou shafts.
- Telas de estuque ajudam a estruturar revestimentos sobre regiões com tubos e substratos diferentes.
- Antes de fechar o rasgo com as tubulações, confira e verifique se não tem vazamentos.
- Sancas e forros são boas alternativas para esconder tubulações horizontais e facilitar futuras manutenções.
- O espaço entre laje e forro deve ser definido conforme os diâmetros e as declividades das instalações.
- Sempre que possível, deixe registros, conexões importantes e pontos de manutenção acessíveis.
Embutir uma tubulação parece um serviço simples: riscar a parede, quebrar, colocar o cano e fechar novamente.
Na prática, o bom resultado começa muito antes da marreta. Depende de projeto, compatibilização, escolha correta do caminho, cuidado com a estrutura e planejamento da manutenção futura.
Uma boa instalação hidráulica é aquela que você quase não percebe enquanto tudo funciona — mas que consegue encontrar e acessar sem destruir metade da casa quando algum dia precisar de manutenção.