Por Eng. Renato Castanho Savio Publicado em

Como construir em terreno com grande declividade?

casa construída em terreno com grande declividade

A engenharia tem boas soluções para praticamente todo tipo de terreno. O problema é quanto essas soluções custam.

Um lote com grande declividade pode permitir uma casa muito interessante, com belas vistas, vários níveis, ambientes voltados para a paisagem e soluções arquitetônicas que dificilmente seriam possíveis em um terreno plano. Por outro lado, normalmente exige mais estrutura, fundações mais complexas, contenções, drenagem e dificuldades maiores durante a própria execução da obra.

Por isso, um terreno inclinado vendido por preço muito inferior aos lotes planos da mesma região nem sempre é uma oportunidade. Parte dessa diferença pode reaparecer depois na forma de concreto, aço, escavações, muros de arrimo e mão de obra.

Antes de desenvolver o projeto, é importante conhecer detalhadamente o relevo por meio de um levantamento planialtimétrico cadastral e investigar o solo com uma sondagem. A arquitetura deve procurar trabalhar junto com o terreno, e não simplesmente obrigar o terreno a se adaptar à casa imaginada.

Primeira regra: cuidado ao construir abaixo do nível da rua

Como regra de prudência, procure manter o pavimento de entrada da residência, principalmente os ambientes habitáveis, acima do nível da rua.

Durante chuvas muito intensas, a sarjeta pode não conseguir transportar toda a vazão, bocas de lobo podem entupir e a água pode subir sobre a calçada. Se a garagem, sala ou outro ambiente estiver abaixo da rua, a própria entrada de veículos pode funcionar como uma rampa conduzindo a enxurrada para dentro da casa.

Naturalmente, existem terrenos em que uma garagem enterrada ou pavimento abaixo da rua é uma solução arquitetônica interessante. Mas, nesses casos, o projeto precisa prever drenagem específica, canaletas na entrada, reservatório de acumulação, bombas automáticas e eventualmente sistemas redundantes para situações de falta de energia.

Em terreno com forte declive para os fundos, uma solução frequente é manter o acesso principal próximo ao nível da rua e deixar parte da casa sustentada por estruturas elevadas sobre o terreno natural.

É justamente aí que começa a diferença de custo: em vez de apoiar parte do pavimento diretamente sobre o solo, será necessário sustentá-lo com pilares, vigas, lajes e fundações.

Muro de arrimo: criar patamares no terreno

terreno urbano com grande declive com a construção de patamares e muros de arrimo

Uma das soluções mais tradicionais é dividir o terreno inclinado em patamares. Entre um nível e outro são construídos muros de arrimo para conter a terra.

Isso facilita bastante o aproveitamento do lote. Pode-se criar um patamar para a casa, outro para piscina e área de lazer e um terceiro para jardim, por exemplo.

O problema é o custo. Um muro de arrimo não é simplesmente uma parede mais grossa. A terra exerce esforços horizontais importantes e esses esforços aumentam bastante com a altura do muro.

Dependendo do projeto, o muro pode precisar de:

  • sapatas ou fundações profundas;
  • paredes espessas de concreto armado;
  • grande quantidade de barras de aço;
  • contrafortes ou outros elementos estruturais;
  • impermeabilização;
  • obras de drenagem no terreno contido.

A drenagem é fundamental porque água acumulada atrás do muro aumenta significativamente os esforços. Um terreno saturado (com muita água) não se comporta da mesma forma que um terreno drenado (seco).

Por isso, esse tipo de estrutura envolve:

  • camada drenante com pedra;
  • manta geotêxtil;
  • tubos perfurados na base;
  • barbacãs;
  • canaletas na parte superior;
  • caixas de passagem;
  • tubulações para levar a água até um ponto seguro.

Muros de arrimo mal dimensionados ou sem drenagem podem inclinar, deslocar ou até colapsar. E, dependendo da posição, a ruptura pode atingir a própria casa ou a residência vizinha.

Existem outras tecnologias além do concreto armado, como gabiões, estruturas pré-moldadas, solo reforçado com geossintéticos e outros sistemas de contenção. A solução mais econômica depende da altura, do solo, do espaço disponível e das construções próximas.

Não construa muro de arrimo sem projeto de engenharia. É uma estrutura em que improvisações podem ter consequências muito graves.

Taludes: solução mais barata, mas precisa de espaço

Em vez de construir uma parede para segurar a terra, pode-se deixar o próprio terreno inclinado formando um talude.

Essa alternativa costuma ser muito mais econômica, pois reduz o consumo de concreto e aço. Porém, consome uma área significativa do lote.

A inclinação segura não deve ser escolhida “a olho”. Ela depende do tipo de solo, da altura do talude, presença de água, cargas próximas à crista e várias outras condições.

Para obras de maior responsabilidade, o engenheiro geotécnico pode solicitar ensaios complementares, além da sondagem, para conhecer propriedades do solo e verificar a estabilidade do talude.

Taludes também precisam de drenagem. A água descendo livremente pela superfície provoca erosões, cria sulcos e pode progressivamente comprometer sua geometria.

Podem ser necessários:

  • canaletas na crista do talude;
  • canaletas na base;
  • bermas intermediárias;
  • caixas de passagem;
  • escadas hidráulicas;
  • proteção superficial contra erosão.

A proteção mais conhecida é a grama. Mas não basta colocar placas sobre uma encosta inclinada e esperar que fiquem no lugar.

Até que as raízes penetrem no terreno natural, as placas podem deslizar durante uma chuva forte. Por isso, é comum fixá-las temporariamente com pequenas estacas de madeira, bambu ou elementos apropriados. Uma fina camada de terra espalhada sobre a superfície também ajuda no enraizamento, acompanhada de regas frequentes nas primeiras semanas.

Em áreas grandes, a hidrossemeadura pode ser uma alternativa eficiente: sementes, fertilizantes, fibras e outros componentes são projetados sobre a superfície formando uma cobertura que favorece o desenvolvimento vegetal.

Árvores de grande porte precisam ser estudadas com cuidado sobre taludes. Além do peso e das raízes alterarem localmente o maciço, a queda de uma árvore durante um vendaval pode arrancar grande volume de solo e iniciar um processo erosivo.

Pilotis: colocar a casa acima do terreno

casa Villa Savoye projetada por Le Corbusier

Outra solução bastante interessante é apoiar a residência sobre pilotis, deixando grande parte do relevo natural sem cortes ou aterros.

Pilotis são conjuntos de pilares, geralmente de concreto armado ou aço, que sustentam os pavimentos superiores e deixam uma área livre abaixo da construção.

O recurso ganhou enorme destaque na arquitetura moderna durante o século XX, sendo utilizado por arquitetos como Le Corbusier inclusive em terrenos planos. Em lotes inclinados, porém, tem também uma justificativa econômica e construtiva: permite atravessar o desnível sem transformar toda a encosta em uma grande obra de terraplenagem.

Popularmente, pode-se ouvir a expressão “construir uma laje sobre o barranco” para definir este tipo de solução arquitetônica.

O pavimento principal fica apoiado sobre pilares de diferentes alturas. A parte superior pode permanecer praticamente nivelada enquanto o solo continua descendo por baixo da casa.

O espaço inferior pode:

  • permanecer aberto;
  • servir como garagem;
  • virar depósito ou oficina;
  • abrigar uma adega;
  • área de lazer;
  • ser fechado futuramente para uma ampliação prevista em projeto.

Uma vantagem é facilitar a manutenção das instalações. Tubulações de água, esgoto e elétrica podem passar sob a laje em vez de permanecer enterradas, facilitando inspeções e reparos.

Também ocorre ventilação sob a construção, reduzindo o contato direto do pavimento com a umidade do solo.

Porém, existe novamente um custo estrutural. Pilares altos trabalham de maneira diferente de pilares curtos e podem exigir maiores dimensões, armaduras, vigas de travamento e fundações mais robustas.

Quanto maior a altura entre a casa e o terreno, maior deve ser a atenção com a estabilidade global da estrutura e com ações horizontais, como vento.

Desníveis internos acompanhando o terreno

Outra possibilidade é fazer a própria casa acompanhar parcialmente o relevo.

Em vez de manter todo o pavimento na mesma cota, os ambientes são organizados em níveis diferentes. Da entrada até a sala se descem alguns degraus; da sala até a área de jantar, mais alguns; os quartos podem ocupar outro patamar.

Essa solução reduz cortes e aterros e pode produzir uma arquitetura muito interessante.

Mas existe um limite prático.

Em um terreno com declividade de 30%, avançar apenas 5 metros na direção da descida representa:

5,00 m × 30% = 1,50 m de desnível

Para vencer 1,50 m seriam necessários aproximadamente oito ou nove degraus. Portanto, em terrenos realmente íngremes, acompanhar integralmente o relevo produziria uma residência praticamente formada por escadas.

Além disso, desníveis internos são inconvenientes para:

  • idosos;
  • pessoas com dificuldade de locomoção;
  • usuários de cadeira de rodas;
  • famílias com crianças pequenas;
  • transporte de móveis e objetos pesados.

Este tipo de solução pode ser esteticamente muito bonita, mas no uso diário, pode ser desconfortável e cansativo. Pequenos degraus espalhados dentro do mesmo pavimento acabam fazendo parte da circulação cotidiana e podem aumentar o risco de tropeços.

Em residências com vários pavimentos, um elevador pode resolver o problema de acessibilidade, permitindo fácil acesso à todos os pavimentos; mas degraus internos no mesmo pavimento sempre serão um problema.

Aproveitar o subsolo

casa construída em terreno com grande declividade se aproveitando o espaço entre pilotis

Em terreno inclinado, aquilo que seria apenas um vazio estrutural pode se transformar em um pavimento utilizável.

Uma casa que parece térrea quando vista da rua pode possuir, nos fundos, um ou dois pavimentos abaixo do nível de entrada. Esses espaços podem receber garagem, área de serviço, área de lazer, depósitos, adega, escritório ou dormitórios.

Esse aproveitamento pode ser economicamente interessante porque parte da estrutura seria necessária de qualquer maneira.

Porém, ambientes encostados no terreno precisam de atenção especial com umidade e ventilação.

Muros em contato com terra devem receber impermeabilização pelo lado externo e um sistema de drenagem que impeça o acúmulo de água atrás da parede.

É comum utilizar:

  • impermeabilização externa;
  • camada drenante;
  • manta geotêxtil;
  • tubos perfurados;
  • caixas de drenagem;
  • bombas, quando não existir saída por gravidade.

Também é importante garantir ventilação natural ou mecânica. Um ambiente enterrado, sem sol, com paredes frias e pouca circulação de ar é uma receita quase perfeita para aparecimento de bolor e fungos.

Uma adega pode se beneficiar de temperatura mais baixa. Um dormitório úmido e mal ventilado, não.

Águas pluviais: para onde vai toda a chuva?

Em um lote com forte declive para os fundos, existe uma questão que precisa ser resolvida ainda durante o desenvolvimento do projeto: para onde serão encaminhadas as águas da chuva?

Naturalmente, o terreno conduz a água para sua parte mais baixa. Mas nem sempre existe uma rua ou rede pública nesse ponto.

O Código Civil estabelece que o imóvel inferior deve receber as águas que correm naturalmente do terreno superior. Porém, o proprietário do terreno a montante não pode executar obras que agravem artificialmente a situação anterior do imóvel de baixo.

Isso significa que reunir toda a água de telhados, piscinas, pisos e jardins em uma grande tubulação e simplesmente lançá-la no terreno do vizinho não é aceitável.

Quando for tecnicamente necessário atravessar um terreno a jusante com canalização de drenagem, pode ser necessário constituir uma servidão, com projeto, indenização, definição das responsabilidades de execução e manutenção e registro adequado.

A canalização deve procurar o trajeto menos prejudicial e, em áreas edificadas ou jardins, normalmente convém permanecer enterrada.

Esse assunto deve ser estudado antes da compra do lote. Um terreno pode ser bonito e barato, mas tornar-se extremamente problemático se não existir uma solução viável para o deságue.

E a rede de esgoto?

O esgoto merece ainda mais atenção porque não pode ser lançado livremente no terreno e precisa alcançar a rede pública ou um sistema sanitário autorizado.

Se a rede da concessionária estiver na rua localizada na parte alta do lote, talvez não exista declividade suficiente para conduzir o esgoto por gravidade.

Dependendo da situação jurídica e técnica, pode ser estudada a passagem de tubulação por imóvel vizinho, devidamente formalizada. Porém, não se deve presumir que basta entrar no lote inferior e executar a obra.

Quando a passagem por gravidade não for possível ou não puder ser formalizada, uma solução é construir uma estação elevatória de esgoto dentro do proprio lote.

O sistema possui uma caixa ou reservatório estanque onde o esgoto se acumula temporariamente. Quando atinge determinado nível, uma bomba é acionada automaticamente e envia o efluente através de tubulação pressurizada até a rede localizada na frente do lote.

O projeto deve prever:

  • reservatório estanque;
  • bomba adequada para esgoto;
  • boias ou sensores de nível;
  • válvula de retenção;
  • registro;
  • ventilação da rede;
  • alarme para nível elevado;
  • acesso para manutenção.

Como todo equipamento eletromecânico, bombas podem apresentar falhas ou faltar energia. Portanto, a capacidade de reserva e os sistemas de segurança precisam ser calculados.

A obra também fica mais difícil

Não é apenas a estrutura acabada que custa mais. O próprio canteiro funciona com maior dificuldade.

Em terreno íngreme, podem ser necessários:

  • rampas provisórias;
  • escadas para circulação de trabalhadores;
  • plataformas de trabalho;
  • guinchos para movimentação de materiais;
  • andaimes mais altos;
  • escoramentos especiais;
  • bombas de concreto com maior alcance;
  • guindastes ou equipamentos de içamento;
  • contenções provisórias durante as escavações.

Carregar blocos, sacos de cimento, barras de aço e caixas de revestimento subindo e descendo encostas reduz a produtividade e aumenta o risco de acidentes.

A implantação do barracão, banheiro, depósito, central de armação e demais instalações provisórias também é mais complicada, pois faltam superfícies planas.

Até o descarregamento de um caminhão pode virar um problema se não houver uma plataforma segura.

Construir com materiais leves pode ajudar

Quando grande parte da casa precisa permanecer sustentada sobre pilotis (pilares e vigas de travamento), reduzir o peso próprio da edificação pode diminuir os esforços estruturais e, em determinadas situações, permitir alguma economia nas fundações e na estrutura.

Entre as soluções que podem ser estudadas estão:

  • estrutura metálica;
  • paredes internas em drywall;
  • blocos cerâmicos leves para vedações;
  • coberturas metálicas leves;
  • forros e revestimentos leves;
  • gesso liso em áreas internas secas;
  • fachadas e divisórias envidraçadas quando adequadas;
  • sistemas construtivos industrializados.

Também convém analisar equipamentos muito pesados. Banheiras cheias de água, grandes reservatórios e piscinas sobre estruturas elevadas acrescentam cargas significativas.

Um reservatório de 2.000 litros, por exemplo, contém aproximadamente duas toneladas apenas de água.

Isso não significa que uma casa em terreno inclinado não possa ter piscina, banheira ou grandes reservatórios. Significa apenas que esses itens precisam entrar no projeto estrutural desde o começo.

Piscina em terreno inclinado

residencia de alto padrão em terreno cem declive com piscina em balaço

Uma piscina pode ser um dos elementos mais interessantes de um terreno em declive. É possível projetar a borda voltada para a paisagem e criar a sensação de uma piscina infinita.

Mas estruturalmente o problema é relevante.

Uma piscina de 4 m × 8 m, com profundidade média de 1,40 m, contém aproximadamente:

4 × 8 × 1,40 = 44,8 m³ de água

Isso representa quase 45 toneladas, sem considerar o peso da própria estrutura.

Quando essa piscina está parcialmente suspensa sobre pilares, a estrutura e as fundações precisam ser dimensionadas para cargas elevadas. Também são necessárias impermeabilização, drenagem, instalações hidráulicas e proteção dos taludes próximos.

É uma solução arquitetônica maravilhosa — desde que o orçamento da obra permita este tipo de solução.

Qual é a melhor solução?

Não existe uma solução única. Em um mesmo terreno pode ser interessante combinar várias alternativas:

  • um pequeno corte próximo à rua;
  • um muro de arrimo na garagem;
  • casa apoiada sobre pilotis nos fundos;
  • taludes nas áreas de jardim;
  • subsolo aproveitado como área de lazer;
  • estrutura metálica nas regiões com maior balanço.

O melhor projeto é aquele que consegue equilibrar:

  • arquitetura desejada;
  • minimizar obras de terraplenagem;
  • condições do solo;
  • acesso de veículos;
  • drenagem;
  • acessibilidade;
  • paisagem;
  • segurança;
  • custo da construção.

Por isso, em um terreno com grande declividade, o trabalho conjunto do arquiteto, engenheiro estrutural e engenheiro geotécnico pode gerar uma economia considerável.

Enquanto a construção ainda está no computador, deslocar a casa três metros, mudar uma cota ou substituir um muro por pilotis custa alguns cliques. Depois que centenas de metros cúbicos de terra foram escavados, a mudança passa a envolver máquinas, concreto, aço e muito dinheiro.


Resumo

  • Terrenos muito inclinados normalmente aumentam o custo da estrutura e das fundações.
  • Procure manter os principais ambientes acima do nível da rua para reduzir riscos de entrada de água na edificação durante fortes chuvas.
  • Muros de arrimo criam patamares, mas possuem custo elevado e precisam de drenagem.
  • Nunca construa um muro de arrimo sem projeto de engenharia.
  • Taludes são mais econômicos, mas ocupam maior área e precisam de análise de estabilidade e proteção contra erosão.
  • Pilotis permitem preservar parte do relevo natural e reduzir grandes movimentações de terra.
  • Desníveis internos podem acompanhar o terreno, mas prejudicam acessibilidade e conforto quando excessivos.
  • Subsolos em contato com terra precisam de impermeabilização, drenagem e boa ventilação.
  • O destino das águas pluviais e do esgoto deve ser estudado antes mesmo da compra do lote.
  • Passagens de tubulações por terrenos vizinhos precisam ser tecnicamente projetadas e juridicamente formalizadas.
  • A obra em terreno íngreme possui menor produtividade e maior dificuldade para movimentar materiais e equipamentos.
  • Sistemas construtivos mais leves podem ajudar a reduzir as cargas sobre a estrutura.
  • Piscinas e grandes reservatórios sobre estruturas elevadas representam cargas significativas.
  • A melhor solução normalmente combina contenções, taludes, pilotis e aproveitamento inteligente do relevo.

Um terreno muito inclinado não precisa ser considerado um terreno ruim. Casas muito interessantes foram construídas exatamente em encostas, aproveitando a vista, o relevo e a integração com a paisagem.

Mas existe uma diferença importante entre aproveitar o desnível e lutar contra ele. Quanto mais o projeto respeitar a topografia natural, menor tende a ser a quantidade de terra movimentada, contenções e estruturas desnecessárias.

Em terrenos de grande declividade, uma boa arquitetura pergunta primeiro ao terreno como ele gostaria de ser ocupado. A engenharia responde como fazer isso com segurança. E o orçamento, como sempre, dá a palavra final.

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